TJ-PI nega pedido de liberdade de acusado de matar estudante caxiense. Defesa alega que ele está no grupo de risco da pandemia do Covid-19.

Foto | Gabriel Breno 


Diário de Caxias com informações do Portal Oito e Meia - A 1ª Vara do Tribunal Popular do Júri, negou o pedido de liberdade de Deivid Ferreira de Sousa acusado de matar o estudante Gabriel Brenno Nogueira da Silva Oliveira, 21 anos.

Segundo as investigações, a vítima caminhava pela Rua Paissandu, Centro de Teresina, quando foi alvejado por um tiro no pescoço no dia 17 de julho de 2019, um golpe fatal. Natural de Caxias, no Maranhão, o jovem chegou à capital piauiense para estudar quando teria iniciado um envolvimento amoroso com uma mulher identificada como Tayane, com quem Deivid Ferreira mantinha um relacionamento há três anos e residia em uma casa na zona Leste de Teresina.


O estudante Gabriel Brenno (Foto: Reprodução)


No pedido de Habeas Corpus , a defesa do acusado alegou que Deivid Ferreira sofre de grade enfermidade, cálculo ureteral, fazendo parte do grupo de risco da pandemia do coronavírus.

A defesa ainda afirmou que não existe fundamentação concreta para a manutenção da prisão preventiva, solicitando dessa forma medidas liminar e substituindo a prisão preventiva e domiciliar.

Na decisão, o Tribunal de Justiça diz que decidiu indeferir o pedido, mesmo sabendo que o réu tem tal a enfermidade (cálculo renal), porém sem necessidade de converter a prisão preventiva em domiciliar.

“…realmente é possível aferir que o paciente encontra-se acometido por cálculo renal, mas em nenhum momento fica patente a necessidade que ele esteja em situação que exija sua alocação para a prisão domiciliar. Não se comprova por meio de laudo médico a necessidade de o paciente estar fora da prisão para receber o atendimento que necessita, motivo pelo qual a pretendida substituição da prisão preventiva pela domiciliar deve ser indeferida”, diz o documento.

Deivid Ferreira prestando depoimento logo após ser preso em Teresina (Foto: Divulgação)


RELEMBRE O CASO

O estudante sofreu um atentado quando saia da pensão onde morava, no Centro de Teresina, para ir a um cursinho preparatório para concursos na quarta-feira (17/07). Ele foi atingido na cabeça e chegou a passar por uma cirurgia para drenagem do hematoma. Gabriel sonhava em seguir carreira militar, tinha 21 anos, e teria se relacionado com Tayane, então companheira de Deivid Ferreira.

Segundo a mãe do jovem, ao descobrir que ela era casada, ele encerrou o relacionamento. No entanto, os dois teriam continuado trocando mensagens de WhatsApp. Foi a partir daí que Deivid passou a fazer ameaças. Deivid teria esperado Gabriel sair da pensão para ir ao cursinho quando efetuou o disparo. Após seis dias internado, o jovem faleceu.

Postar um comentário

0 Comentários