Caso Gabriel Brenno: Polícia tenta acordo para que suspeito de matar estudante se entregue.

O delegado Sergio Alencar, do 1º Distrito Policial, afirmou nesta quarta-feira (24) que a equipe de investigação dialoga com os familiares do suspeito de atirar contra o estudante Gabriel Breno, que morreu seis dias após sofrer um atentado no Centro de Teresina, para que ele se apresente à Polícia acompanhado de advogado. 

O suspeito identificado como Deivid Ferreira de Sousa é considerado foragido da justiça, uma vez que os policiais tentam dar cumprimento ao mandado de prisão preventiva, expedido pela Central de Inquéritos de Teresina, no final da tarde de terça (24). 

O inquérito policial aponta que o crime teve motivação passional. O suspeito, que trabalha como mestre de obras e motorista de aplicativo, teria descoberto o relacionamento extraconjugal entre Gabriel Brenno e sua companheira.

A Justiça também deferiu um mandado de busca e apreensão. "Hoje pela manhã nossa equipe foi até a sua residência, na zona Leste de Teresina, mas a busca foi infrutífera porque nós não encontramos o Deivid. No entanto, as buscas continuam". A Polícia Civil divulgou o nome e a imagem do suspeito nesta quarta.



"A foto dele já está na mídia. A polícia tem mecanismos de investigação capazes de nós levar ao seu paradeiro. Quando fizemos a busca e apreensão conversamos com a mãe de Deivid e a orientação que deu a ela foi de que fizesse a apresentação dele, já que existe esse mandado de prisão a seu desfavor", ressaltou o delegado.

Sergio Alencar destacou que "a melhor saída neste momento para o Deivid é constituir advogado e se apresentar". Segundo o delegado, o suspeito não possui antecedentes criminais. 

Ao conversar com a mãe do suspeito, o delegado comentou que ela afirmou não saber da localização do filho. "Ela diz que não sabe do seu paradeiro. Nós também não podemos duvidar. Ela já é uma senhora idosa, mas bem lúcida e sabe de tudo que está ocorrendo. E a nossa sugestão foi essa: de apresentar o Deivid à Polícia porque cedo ou tarde nós o encontraremos. É uma questão de tempo". 

Até o momento, a polícia não identificou mais pessoas que possam ter dado cobertura para o suspeito, seja na identificação da vítima ou na compra da arma de fogo. "Nossas investigações nos levam a crer que ele trabalhou (na morte do rapaz) sozinho a partir do momento que ele descobriu que estava sendo traído pela sua companheira". 

O delegado ressaltou que Deivid e Gabriel chegarem a ter contanto antes do crime por meio de ligações telefones. As comprovações constam nos autos do processo. 

Crime

Gabriel Nogueira sofreu um atentando na manhã do dia 17 de julho deste ano. Ele foi alvejado com um tiro na cabeça no momento que caminhava em direção a um cursinho preparatórios no Centro de Teresina. O estudante morreu após ficar seis dias internado em estado gravíssimo no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), no dia 23. O corpo do estudante foi encaminhado para a cidade de Caxias, no Maranhão, para ser velado e sepultado na sua cidade natal.



Fonte: Cidade Verde

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