Moro tem a confiança de Bolsonaro, diz Mourão após vazamentos.




O vice-presidente da República, Antonio Hamilton Mourão (PRTB), afirmou hoje que as mensagens vazadas entre o ministro da Justiça, Sergio Moro, e integrantes da Operação Lava Jato são conversas privadas e fora de contexto. Portanto, argumentou, podem trazer "qualquer número de ilações".
Ele ressaltou que Moro tem a mais "ilibada confiança" do presidente Jair Bolsonaro(PSL) e é respeitado por grande parte da população brasileira com base em pesquisas de opinião pública já realizadas.
Entre elas, estão sugestões de Moro para a troca da ordem de fases da Lava Jato para não ficar "muito tempo sem operação".
O ex-juiz chegou a dar conselhos e pistas informais de investigação e antecipou uma decisão que ele ainda não havia tornado pública. As mensagens também mostram que Moro criticou e sugeriu recursos ao Ministério Público.
"Vou responder de uma forma muito simples: conversa privada é conversa privada. E, descontextualizada, ela traz qualquer número de ilações" declarou o vice-presidente.
"Então, o ministro Moro é um cara da mais ilibada confiança do presidente, é uma pessoa que dentro do país tem um respeito enorme por parte da população haja vista as pesquisas de opinião", declarou Mourão ao ser questionado se a isenção de Moro havia ficado em xeque.
"E, em relação aos processos ocorridos na Lava Jato, todos eles passaram por primeira, segunda, e muitos já chegaram na terceira instância. Então não vejo nada demais nisso aí tudo", completou.
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Mourão avaliou que, sempre que uma conversa privada é divulgada dessa forma, partes selecionadas podem não revelar a totalidade da história verdadeira.

O vice afirmou que não leu as mensagens trocadas entre Moro e a força-tarefa da Lava Jato, mas viu a notícia pela televisão.
Indagado sobre o fato de conversas semelhantes às vazadas ontem terem sido usadas como fundamento em processos da Lava Jato, Mourão respondeu apenas "é diferente".
Mais cedo, Mourão se encontrou com Bolsonaro e o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM). Ele negou que os vazamentos tenham sido debatidos na conversa e disse que a reunião aconteceu como de costume.
Não há previsão de Bolsonaro se manifestar sobre o caso até o momento, informou a Presidência.
Por Luciana Amaral - Do UOL, em Brasília-DF.

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